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Uma marca interna precisa de ser falível para tornar-se humana

  • Foto do escritor: Maria Mestre
    Maria Mestre
  • 6 de mai. de 2024
  • 3 min de leitura

Atualizado: 8 de mai. de 2024

5 insights que aprendi de um humanista para a construção de uma marca humana


Uma marca interna precisa de ser falível para tornar-se humana, requer uma certa suscetibilidade, demanda uma certa humanidade. E nada disto se assemelha a fragilidade de negócio ou a uma hipotética instabilidade empresarial, é antes uma honestidade transparente que lhe oferece uma certa robustez, uma resistência que a faz mostrar-se inabalavelmente corajosa.



Uma marca e um negócio não pode pensar nas pessoas tem que mergulhar nelas. E quando nelas coloca o seu olhar, tem de se inquietar com quem a segue, e questionar se é justa ou não, se o seu impacto no mundo é real, tem de se libertar de uma certa egocentricidade.


Não creio que deva constituir-se guru, não deve ser cultuada porque é líder, mas porque assume uma total consciência do seu papel numa sociedade, e isso é ser economicamente sustentável, socialmente justa, inclusiva, mas também muito ambiciosa.





E quando pensamos estrategicamente uma marca interna temos que adentrar sua fortaleza interior, estender o seu longo mapa mundo e olhar para a toda a sua multiplicidade de territórios emocionais a explorar pois estes constituem-se conquistas futuras no nosso negócio.


Temos de diagnosticar e diagnosticar e ouvir e ouvir e ouvir novamente.


E é quando erguemos este mapa e definimos um caminho que o lado humano do negócio emerge, entendemos que o tempo e espaço para crescer que damos às nossas pessoas transforma-se, em múltiplos sucessos futuros, em liderança, em ambição que se conquista. Digo-o cegamente e assumindo uma visão humanista e com a certeza de que trabalho uma marca interna com toda essa imensidão e ao mesmo tempo vulnerabilidade.


Desta viagem retiro 5 insights que aprendi de um humanista para a construção de uma marca humana.


#1 Não é possível humanizar um negócio sem humanizar uma marca


Este humanismo penetra capilarmente na gestão e perceção da marca interna em toda a sua ação. Dar um rosto, viver dos ensinamentos do seu fundador, traduzir uma história desdobrando-a em bons valores pulverizando-a com a evidência dos dados é o trio perfeito.

 

Que iniciativas que podem ajudar nessa humanização?

. Produzir campanhas de ativação de marca interna com foco na cultura;

. Criar uma rede de pessoas que humanize a comunicação e as mobilize;

. Traduzir dos dados da empresa numa narrativa que aproxime negócio e cultura.


#2 Uma marca interna constrói-se com base no seu propósito que é servir


Servir é simultaneamente um compromisso e um dever, comprometer-se com um exercício de autorresponsabilização para com as suas pessoas pois interfere no seu dia-a-dia e na sua vida. Um dever de que tanto o seu negócio como o seu propósito atue como um agente transformador e gere impacto para todos, servindo-os verdadeiramente.


Uma marca interna precisa de ser falível para tornar-se humana, requer uma certa suscetibilidade, demanda uma certa humanidade.

#3 Valorizar o debate, opiniões divergentes e reconhecer a diversidade como imprescindível para o negócio e para uma marca interna humana


Reconhecer a diversidade pessoal e cultural, aceitando as características próprias de cada um, oferecendo um espaço seguro e inclusivo para dar a sua opinião.


Que iniciativas que podemos desenvolver?

. Criar programas e canais formais de comunicação interna que promovam mais do que a disponibilização de informação, criem um diálogo aberto;

. disponibilizar fóruns de negócio onde os debates sobre temas da organização são partilhados com equipas diversas e multidisciplinares e onde essas equipas atuam e decidem sobre eles.


#4 O conhecimento deixa de ser exclusivamente um monopólio da empresa


A informação disponibilizada tem de passar de um canal de uma via para uma conversa um diálogo onde ambos empresa e pessoas são interventores, pensadores, criadores de conteúdo e em alguns aspetos decisores.


#5 Uma marca interna deve fazer-se perguntas corajosas que a façam questionar sua humanidade


As perguntas são desbloqueadoras e criam em nós imagens e ideias para que pequenos gestos na empresa sejam consistentes com aquilo que ela é, tanto nas suas forças, bem como nas falências.


O que a nossa marca e empresa é:


Quando ninguém está a ver?

Do que é que é que ela não gosta de falar?

O que defende?

Qual é o seu lado sombra?

Que segredos esconde?

Qual é o seu porto seguro?

Qual é o seu maior sonho?

A que família pertence esta marca?

O que faria por amor às suas pessoas?


Uma empresa que se mostra de um espaço terreno e humano, onde erra mas quer aprender, onde quer ser mais e melhor mas trazendo para si a força do colectivo gera uma solidariedade inigualável, atravessando-se no seu percurso, um sentido de identidade em relação aos que a seguem, porque de alguma forma como seres humanos, nos encontramos nessa humanidade.


Para isso temos de ser falíveis, como seres humanos, como um organismo vivo para nos mostrarmos inabalavelmente corajosas. Aprendi-o eu com um humanista.




 
 
 

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